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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Porque no poupar é que está o ganho...

Segundo as mais recentes notícias, em Portugal, anualmente, desperdiça-se 1.000.000 kg  de alimentos.

Para combater este volume, o Público traz hoje esta dica:

Dez conselhos para não estragar comida em casa

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Apoio ao sobre-endividamento


A DECO lançou um portal de apoio aos sobre-endividados: 
http://www.gasdeco.net


Como sobre-endividamento entende-se (retirado do site) quando "os rendimentos possibilitam apenas o pagamento das despesas mensais e não permitem qualquer poupança."


Um site a visitar obrigatoriamente quer por quem está numa situação de sobre-endividamento, quer por quem não quer ser apanhado numa situação destas.

terça-feira, 12 de junho de 2012

O orçamento familiar: from the beginning

Como elaborar um orçamento em 4 passos?


  1. Fazer um levantamento da situação actual aos nível dos fluxos monetários mensais - entradas e saídas de dinheiro - por tipo e montante. 
  2. Classificar os gastos em diversos tipos, origens, etc. Por exemplo:
    1. Pelo seu comportamento: fixos ou variáveis. Entende-se por gastos fixos os gastos que não variam muito de mês para mês ou que não variam em função da utilização: renda/prestação da casa, seguros. Poderão ser também incluídos nesta classificação os gastos com electricidade, telefone, telemóvel, internet que, apesar de variarem em função da utilização, espera-se um montante regular para uma utilização racional. Por gastos variáveis entendem-se todos os gastos que não são fixos. Esta classificação não é estanque: um determinado gasto pode ser fixo para uma pessoa e variável para outra (e.g. a compra do jornal: dependerá se a compra tem um carácter regular ou exporádico)
    2. Pelo seu indutor: casa, carro, despensa, etc.
      1. Pelo tipo: nos gastos da casa, podemos ter água, luz, renda, prestação, condomínio. No carro, são exemplos, gasóleo, reparações, IPO, seguros. 
    3. Pela sua prioridade/indispensabilidade: Indispensáveis, dispensáveis, extremamente dispensáveis. Este aspecto, como se perceberá, terá o maior nível de subjectividade
  3. Determinar os montantes adequados a cada rubrica de rendimentos e gastos previsíveis. Um bom princípio é ser prudente: em caso de dúvidas, é aconselhável sobrestimar os gastos e subestimar os rendimentos. Devemos ter particular atenção aos gastos que não ocorrem todos os meses como seguros, impostos e considerar uma provisão para o pagamento dessas despesas.
  4. Determinar o resultado do orçamento: a poupança previsível que corresponderá à diferença entre os rendimentos e os gastos mensais. Se o resultado for negativo tal significa que estamos a gastar mais do que ganhamos, o que implicará a tomada de medidas para inverter a situação. Neste aspecto a classificação de gastos por prioridade/indispensabilidade poderá ser uma boa ajuda, bem como a classificação por comportamento


A utilização de folhas de cálculo, como o Excel ou Openoffice permite uma liberdade e flexibilidade acrescida na elaboração do orçamento, além de permitir, facilmente, realizar simulações da poupança por variação de algum dos factores determinantes da mesma (rendimentos e os diversos tipos de gastos).

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Planeamento e orçamentos: Prognósticos?? Só no fim do jogo.

"Prognósticos?? Só no fim do jogo."

Quantas vezes ouvimos falar em chegar ao fim do mês sem dinheiro. Ou, com maior graça sobre a desgraça, que sobrou mês ao dinheiro.
Tal fenómeno resulta de diversas variáveis, uma delas, a falta de controlo sobre as receitas e, principalmente, as despesas. Se esta é a situação com que se depara, então está na altura de fazermos um orçamento doméstico. Se não estiver nessa situação, está na altura de fazer  um orçamento doméstico. A fase de deixar os prognósticos para quando já não há nada a fazer não é, em qualquer dos casos, boa prática, com resultados que podem ser devastadores.

O orçamento é a tradução numérica do planeamento. Resume, em termos monetários, a nossa estratégia e o nosso plano de acção.

Vantagens da elaboração de orçamento:

  • É uma ferramenta que permite uma organização dos fundos monetários, na medida em que estes são separados por diversas categorias (num orçamento mais aprofundado, por mais do que uma categoria, inclusivamente)
  • Servirá de base para fazer um controlo da implementação das acções (fase Controlo do ciclo PDCA)
  • Permite a discussão familiar das prioridades.
  • Ao ser um instrumento de controlo, permite uma educação dos gastos (fase Agir do ciclo PDCA)
  • Em último caso, permitirá o aumento do "lucro familiar" (poupança), por força de racionalização de gastos, como:
    • Compras por impulso (caso sejam controladas. Sobre este ponto desenvolver-se-ão tópicos futuros)
    • Priorização dos gastos: reflectir sobre alguns gastos potencialmente dispensáveis.
    • Diminuição dos custos de financiamento de despesas imprevistas ou, inclusivamente, previsíveis.
    • Aplicação financeira de excedentes, almofadas de segurança ou provisões de gastos futuros.
  • Diminuirá angústias psicológicas com despesas  imprevistas ou, inclusivamente, previsíveis e aumentar a tranquilidade pessoal derivada de uma estabilidade financeira potencialmente crescente.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Resistência ao Planeamento

“Nada é mais difícil do que realizar, mais perigoso de conduzir, ou mais incerto quanto ao seu êxito, do que iniciar a introdução de uma nova ordem de coisas, pois a inovação tem, como inimigos, todos aqueles que prosperam sob as condições antigas, e como defensores tíbios todos aqueles que podem se dar bem nas novas condições.

Maquiavel, O Príncipe

Porque somos tão resistentes ao planeamento?


  • Porque achamos que não temos tempo para planear e que o planeamento é uma tarefa secundária. Ora, esta falta de tempo não passa de um indício de falta de planeamento. Parar para pensar, muitas vezes, é um excelente investimento que se traduz num retorno bastante atractivo.
  • Por questões culturais, somos menos racionais e mais emotivos. Ora, num processo de planeamento, o racionalidade tem um factor primordial.
  • Por medo/falta de prática em  reflectir sobre questões incertas
  • Por experiências passadas de insucesso num processo de planeamento (muitas vezes, este insucesso pode resultar de pretendermos resultados imediatos em detrimento de resultados sustentáveis).
  • Porque implica compromissos que podem gerar em alterações de comportamentos, dos quais não estamos dispostos a prescindir.
  • Por medo dos resultados do planeamento/resultados do diagnóstico inicial.
  • Falta de informação para prever / sentimento de falta de competência para fazer.
  • Falta de experiências que fomentem a necessidade de fazer previsões.

terça-feira, 8 de maio de 2012

O Planeamento

Como já foi referido no artigo "O ciclo PDCA", o primeiro passo da gestão consiste em planear. E torna-se bastante fácil transpor esta ideia para o nosso quotidiano, nas mais diversas tarefas: quando fazemos uma viagem, considerando todos os caminhos conhecidos, planeamos determinado trajecto; quando organizamos a nossa agenda diária e planeamos como vamos dispôr o nosso tempo...
Planear é, assim, tão natural como essencial. É, muito provavelmente, a parte mais importante da gestão: um bom planeamento pode conduzir a um bom desempenho. Um planeamento menos cuidado muito dificilmente levará a um bom desempenho.
Planear implica:
  • Prever: formular hipóteses sobre acontecimentos futuros. 
  • Colocar objectivos de realização
  • Inventariar as acções a desenvolver
  • Definir os responsáveis pelas acções.
  • Definir os momentos de controlo das acções